Quinta-Feira, 09 de Julho de 2020, 15h:42

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São Judas Tadeu adota "protocolo" com o uso de hidroxocloroquina

Por: JOYCY AMBRÓSIO

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 Foto: Drº Carlos Carretoni/Reprodução

O Hospital São Judas Tadeu de Cuiabá adotou um protocolo próprio de tratamento antecipado a pacientes suspeitos de estarem infectados pelo novo coronavírus aplicando o "kit-covid", que com a polêmica hidroxocloroquina. Segundo o médico cardiologista do hospital, Carlos Carretoni, o tratamento precoce com os medicamentos é inspirado nos exemplos clínicos da China, Espanha e Itália.

"Nós observamos os números de vários países que tiveram a contenção eficaz e começamos a tratar precocemente os pacientes, então o paciente começa com os sintomas e a gente imediatamente já entra com o tratamento que hoje já tem evidencia cientifica", explicou o médico em entrevista para a Rádio Nativa nesta quinta-feira (9).

Sobre o uso da polêmica hidroxocloroquina, o médico afirma que as pesquisas para testar a eficiência do remédio foram feitas na fase mais agravante da doença e por isso foi negada como uma possível droga favorável ao tratamento da Covid-19.

"Eles testaram tardiamente a doença; ela é dividida em quatro fases, e eles fizeram o uso da hidroxocloroquina na fase hiper inflamatória e não foram trabalhos de relevância cientifica. Tem também o interesse por trás da grande indústria farmacêutica, porque a hidroxocloroquina é um medicamento barato", afirmou Carretoni.

Segundo ele, a iniciativa em tratar os pacientes com a hidroxocloroquina é inspirada no protocolo da médica brasileira Marina Bucar, e também em relatos e experiências de outros médicos do país que utilizam a medicação como tratamento precoce da doença em seus pacientes.

“Eu comecei a fazer esse tratamento e eu vi que eu não perdi nenhum paciente. O paciente que preenche um quadro com os sintomas da doença a gente não espera o exame PCR porque demora e o teste rápido pode dar negativo”, explicou o médico.

 

Carlos Carretoni afirmou ainda que a hidroxocloroquina, ivermectina e azitromicina, aplicadas nos primeiros sintomas da doença, tem o poder de atuar diminuindo a replicação do vírus nos pulmões, cérebro e intestino.

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