Cidades Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011, 06:50 - A | A

Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011, 06h:50 - A | A

SITUAÇÃO DE RISCO

Quarenta escolas da Grande Cuiabá sofrem com assédio de traficantes, aponta Seduc

Treze escolas em Várzea Grande também estão na mesma situação de risco; ações desenvolvidas entre Seduc e Sesp farão monitoramento para fazer frente às ações de traficantes de drogas, que não têm menor receio em abordar alunos

Divulgação

Vinte e quatro escolas de Cuiabá e 13 de Várzea Grande estão sob o risco do tráfico de drogas; Seduc, PM e PC quer fechar o cerco e evitar a proliferação de drogas no interior das unidades

O gerente de Projetos Educativos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Allan Benitez, afirmou que atualmente 27 escolas em Cuiabá sofrem com o assédio de traficantes e em Várzea Grande são 13 unidades, totalizando 40 que estão expostas à situação crítica em relação às drogas.

Allan Benitez, um dos coordenadores do Fórum de Debate pela Paz nas Escolas, que foi realizado na semana passada, disse que os nomes das unidades de ensino não serão divulgados para não haver problemas na implantação de ações.

No total, existem 74 escolas estaduais em Cuiabá. O diagnóstico revela uma dura realidade que indicam problemas sérios na Capital de Mato Grosso.

Através de uma parceria entre a Seduc e a Secretaria de Estado de Segurança, serão implantados ações para combater a situação de risco em que se encontram várias crianças e jovens em escolas da rede pública.

“Infelizmente o que tem muito é o assédio dos traficantes. A vinda de drogas (através da fronteira) é uma realidade. Estamos estreitando a conversa com as polícias Militar e Civil para podermos monitorar passo a passo essas escolas que enfrentam problemas sérios”, disse o gerente Allan Benitez.

O resultado do Fórum se transformará em uma cartilha para as escolas, com levantamento dos problemas e apontando soluções.

PROGRAMA

Um dos programas que intensifica atuação da Polícia Militar contra o tráfico de drogas em torno de escolas públicas é o policiamento "choque de ordem", coordenado pelo coronel Pery Taborelli da Silva.

Um dos objetivos do programa de policiamento choque de ordem (PCO) é intimidar o tráfico de drogas no entorno das escolas. Além da resolução de problemas apresentados pela diretoria da unidade de ensino.

A parceria entre a Polícia Militar e Seduc caminha também no sentido de capacitar o efetivo. “Solicitamos à Seduc que fizesse um curso para capacitar os policiais, 'quebrar o gelo' com as crianças e adolescentes”, informou o coronel Taborelli.

A secretária-adjunta da Seduc, Fátima Resende, acredita na parceria pensando em uma pedagogia da paz. “É importante essa parceria para que haja mais estreitamento (entre sociedade e polícia) para que não precise partir para a repressão e sim num trabalho preventivo”, disse Fátima.

Questionada se seria interessante o programa estender para a Capital e todo o Estado, Fátima não considerou  necessário. “Acho que os municípios que apontam crescente violência entorno da unidade escolar eu acredito que deva ter esse projeto, como reflexão metodológica na forma da paz”, apontou.

 

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José Bonifácio 17/10/2011

Poxa vida, depois que o Lula em 2009 recebeu um colar de coca na Bolívia, a coisa desandou mesmo heim?

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