Cidades Terça-feira, 24 de Maio de 2011, 11:59 - A | A

Terça-feira, 24 de Maio de 2011, 11h:59 - A | A

REVOLTA

Professores fazem protesto e pedem mais seriedade de gestores

Manifestação foi realizada em frente à Casa Domingos, do prefeito da cidade, e contou com cerca de 300 profissionais

ALIANA F. CAMARGO
aliana@hipernoticias.com.br

 

Mayke Toscano/Hipernotícias
Presidente do Sintep ao centro, Maria Aparecida Cortez, manifesto marca mais de uma semana de greve no munípio de VG.

A manifestação de professores em Várzea Grande, na manhã desta terça (24) na avenida da FEB demonstrou que o movimento grevista irá perdurar por mais alguns dias, caso a Prefeitura do Município não encontre soluções para o setor.

Cerca de 300 manifestantes, a maioria professoras, gritavam palavras de ordem em frente à Casa Domingos, de propriedade da família do prefeito Murilo Domingos. De acordo com a presidente do Sintep-VG, Maria Aparecida Cortez,  o local foi estratégico para chamar a atenção da população e dos gestores públicos, mas também pontuar que existe denúnca que a Casa Domingos estaria fornecendo a merenda escolar para a rede municipal de educação.

Além das denúncias que tramitam no Ministério Público, através do promotor de Justiça Tiago Afonso, diretores do Sintep e alguns representantes do Conselho Municipal de educação querem que sejam apurados o possível desvio de dinheiro na pasta.

Segundo a professora e conselheira Gonçalina Leite Rondon, há indícios de que cerca de R$ 3,7 milhões da verba da educação tenham sido desviados da pasta.

Outro ponto que a categoria está indignada é a falta de entendimento entre ambas partes. “Protocolamos três vezes nossa pauta para os gestores do município. Na sexta-feira (20) tivemos uma audiência com o secretário interino de Educação e Cultura, Isac Nassarden, de Finanças, Osmar Alves da Silva e com o assessor Geraldo Oliveira. Na reunião o secretário disse que tinham perdido a pauta de reivindicação e que por isso não tinham como tratar do assunto. Isso é um abuso à nossa inteligência. É nos considerar imbecil”, esbravejou a presidente.

O Sintep também aponta o quanto está sendo frustrante a maneira como está sendo conduzida a educação no município. “Existe um total desrespeito”, afirma Cortez.

A conselheira Gonçalina faz uma reflexão sobre a atual situação nacional da Educação. Atualmente, cerca de 4 cidades no Mato Grosso estão com as atividades paralisadas e há o indicativo de greve do Sintep estadual, que no dia 30 de maio define se entra de fato em greve. Outros municípios como Florianópolis (SC) e Natal (RN) também já estão em greve.

NOVOS PROTESTOS

A categoria realizará novos protestos na cidade. Amanhã terá um panelaço na rotatória em frente ao aeroporto de Vázea Grande. O objetivo, segundo Alice Ferreira, uma das diretoras do Sintep, é chamar atenção tanto da população que trabalha cedo, como dos turistas que desembarcam no município. Alice argumenta que as pessoas que estão chegando na cidade precisam saber da situação da educação em um estado que pretende ter a Copa do Mundo.

Outra manifestação que o Sintep está organizando é o fechamento da ponte Júlio Muller, que liga Cuiabá a Várzea Grande. A intenção é colocar pneus para impedir a passagem dos carros. 

OUTRO LADO

A reportagem entrou em contato com o secretário Interino de Educação e Cultura de Várzea Grande, Isac Nassarden que rebateu alguns pontos do Sintep.

Para o secretário, ficou acertada uma reunião com a categoria na próxima segunda-feira (30) às 9h onde discutirão reinvidicações salariais. A categoria quer passar dos atuais R$ 653 para R$ 1.312. O assessor Geraldo Oliveira já adiantou que não há possibilidade de atendimento deste piso antes da conclusão do Plano de Cargos, Carreiras e Salário (PCCS). Para ele deve-se fazer um estudo do impacto financeiro na folha de pagamento para definir o valor do piso salarial.

Sobre a denúncia da compra da merenda ser feita na Casa Domingos, Isac Nassarden, disse que esta afirmação é uma inverdade. Questionado sobre as empresas que distribuem a merenda, o secretário disse que no momento da entrevista não sabia porque são muitas empresas. “Estamos ampliando a alimentação escolar, que tem um certo rigor , se existe algum problema este deve ser por causa do horário da distribuição”, afirma.

Sobre o desvio de dinheiro no valor de R$ 3,7 milhões ele desconhece. “Eu sinceramente não conheço sobre este desvio”. Questinado se poderia haver déficit de verba na educação do município, Nassarden disse que não há falta de dinheiro na pasta em Várzea Grande.

Isac Nassarden acredita que a categoria quer aproveitar uma situação para desestabilizar o setor e disse que quem sofre com isso são os alunos.

 

 

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