Cidades Sábado, 01 de Outubro de 2011, 11:16 - A | A

Sábado, 01 de Outubro de 2011, 11h:16 - A | A

INQUÉRITO

Delegado indicia em homicídio qualificado acusados de matar estudante africano

Dois soldados da PM e um consultor atacaram ex-estudante da UFMT e causaram a morte por rompimento da traqueia; corpo do africano ainda está no IML

HÉRICA TEIXEIRA
herica@hipernoticias.com.br

 

Lucas Ninno

Estudante africano foi morto por espancamento em bar perto da uinversidade

Os três envolvidos na morte do ex-estudante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Toni Bernardo da Silva, 27 anos, foram indiciados por homicídio doloso, que caracteriza a intenção de matar. A decisão saiu no final da tarde da última sexta-feira (30).

Os dois policiais militares, Higor Marcell Mendes Montenegro e Wesley Fagundes Pereira, ambos de 24 anos, e o consultor de telefonia Sérgio Marcelo da Silva Costa, 27 anos, estão presos desde o dia 22 de setembro, quando Toni foi espancado até a morte, na pizzaria Rola Papo, no Boa Esperança, próxima da UFMT.

Laudo preliminar aponta como causa da morte asfixia por rompimento da traqueia. Mas o delegado que investiga o caso, Antônio Esperândio, pediu outros exames, como toxicológico e de embriaguez, que devem ficar prontos só na segunda quinzena de outubro. O corpo do estudante está no Instituto de Medicina Legal (IML) desde o dia 23 de setembro, onde aguarda liberação para o traslado a Guiné-Bissau, país de origem.

A juíza do Tribunal do Júri, da 12º Vara, Maria Aparecida, determinou que os dois policiais militares e o empresário continuassem presos, aguardando decisão judicial.

Na semana passada, o titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Antônio Garcia, disse que a juíza poderia pedir a soltura dos três envolvidos, mas a magistrada preferiu deixar que os indiciados continuassem presos.

No final da manhã deste sábado (1), os advogados dos dois policiais militares, Ardonil Gonzalez, vai falar com a imprensa sobre a prisão de seus clientes.

ENTENDA O CASO

Há duas versões para o crime, segundo testemunhas. Uma delas é que o estudante tropeçou e teria caido em cima da mesa. A outra é que o guineense atacou a jovem por trás. Mas o resultado é que, independente das versões, Toni foi espancado até a morte na pizzaria Rola Papo, na noite de 22 de setembro. 

O caso desepertou atenção pela foram como o estudante foi tratado. Não teve qualquer chance de defesa, apesar da presença de dois policiais militares que teoricamente seriam preparados para defender a poppulação.

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