Brasil Quarta-feira, 05 de Outubro de 2011, 15:18 - A | A

Quarta-feira, 05 de Outubro de 2011, 15h:18 - A | A

CAMPANHA SALARIAL

Trabalhadores do DF e outros Estados rejeitam acordo com Correios

Rejeições de hoje devem influenciar as demais assembléias, pois essas entidades são consideradas de maior expressão

DA FOLHA DE SÃO PAULO

Os trabalhadores dos Correios no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Acre e Paraíba rejeitaram o proposta acertada ontem entre a empresa e a Fentect, federação que reúne os sindicatos. Com esse resultado, a greve, que já dura 21 dias, deve continuar.

Os diretores dos Correios e os representantes dos funcionários formalizaram o acordo em audiência de conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho). No entanto, a proposta precisa ser aprovada por ao menos 18 dos 35 sindicatos da categoria no país.

As rejeições de hoje devem influenciar as demais reuniões, pois essas entidades são consideradas de maior expressão.

"Todas as assembleias que ocorreram até agora foram contrárias à proposta, o que indica que provavelmente não haverá acordo", afirma Saul Gomes da Cruz, um dos integrantes do comando de negociação. Segundo ele, as demais assembleias ocorrerão entre hoje e amanhã.

Antonio Cruz/Agência Brasil

Trabalhadores dos Correios de oito estados rejeitaram o proposta acertada ontem entre a empresa e a Fentect; greve que já dura 21 dias pode continuar

Caso o impasse continue, o dissídio da categoria será julgado pelo TST. "Na segunda-feira deveremos saber da data", diz Cruz.

"Fizemos uma prévia ontem e decidimos rejeitar essa proposta, porque discordamos de todos os pontos", disse Josiel Reis, dirigente do sindicato de Santa Catarina.

A Fentect, que defendeu a aceitação da proposta, afirma que um balanço geral das assembleias só será conhecido no fim da tarde.

ACORDO

A proposta de consenso previa a reposição da inflação de 6,87%, retroativo a agosto, e um reajuste linear de R$ 80 a partir de outubro.

Os 21 dias de greve seriam compensados. Em 15 deles, os trabalhadores atuariam aos sábados e domingos para colocar em dia o passivo de carga atrasada.

Os outros seis, que já foram descontados na folha de pagamento de setembro, seriam devolvidos imediatamente aos grevistas, mas haveria um desconto a partir de janeiro, parcelado em até 12 meses.

No início do movimento, a categoria reivindicava aumento salarial linear de R$ 400 a partir de janeiro, reposição da inflação calculada em 7,16% e mais 24,76% referentes a perdas acumuladas desde 1994.

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