As medidas judiciais são cumpridas nos municípios de Guaíra (PR), Mandirituba (PR), Piraquara (PR), Fazenda Rio Grande (PR), Cascavel (PR), Ubiratã (PR), Londrina (PR), Maringá (PR), Cianorte (PR), Umuarama (PR), Praia Grande (SP), Canelinha (SC), Imaruí (SC), Não-Me-Toque (RS), Nova Andradina (MS), Maracaju (MS), Mundo Novo (MS), Eldorado (MS), Jandaia (GO) e Belém (PA).
A 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de Guaíra, no Paraná, expediu 44 mandados de prisão preventiva, 14 de prisão temporária, 62 de busca e apreensão, 45 de sequestro e bloqueio de contas bancárias, cinco ordens judiciais de cancelamento de CPFs, sete ordens judiciais de cancelamento de CNPJs e 67 ordens judiciais para instauração de procedimentos administrativos fiscais contra empresas em 12 Estados.
A ação tem empresas alvos no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Alagoas e Pernambuco.
De acordo com a Polícia Federal, também foram autorizadas medidas voltadas à cooperação jurídica internacional, "destinadas ao aprofundamento das investigações e à identificação de ativos, de pessoas e de estruturas criminosas eventualmente localizadas no exterior".
"As investigações apontam que o grupo criminoso possuía uma estrutura com divisão de funções e com atuação em diversos estados da federação, mediante empresas de fachada, interpostas pessoas e mecanismos de ocultação patrimonial para dissimular a origem ilícita dos recursos obtidos com as atividades criminosas", diz a PF.
Movimentação superior a R$ 375 milhões
Segundo a Receita Federal, as investigações mostraram que integrantes da organização criminosa estariam envolvidos em atos de ocultação, dissimulação e conversão de valores ilícitos oriundos das suas atividades criminosas.
Foi identificada a participação de um doleiro que teria movimentado quantias superiores a R$ 375 milhões de reais no período entre 2019 e 2024. Segundo as investigações, o doleiro controlava contas em nome de pessoas interpostas e de empresas de fachada.
"Concluiu-se que o investigado seria figura central nas operações de lavagem de dinheiro da organização criminosa, tendo movimentado apenas em suas contas bancárias pessoais o total bruto de mais de R$ 114 milhões de reais no período", diz a Receita Federal.
(Com Agência Estado)
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