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Brasil Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 10:32 - A | A

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Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 10h:32 - A | A

OPERAÇÃO CHARGEBACK

Operação mira pastores suspeitos de dar golpe no Mercado Livre

Ao todo, a Justiça autorizou oito prisões temporárias e 15 mandados de busca e apreensão

METRÓPOLES

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (9), a Operação Chargeback para desarticular organização criminosa suspeita de aplicar golpes que causaram prejuízo superior a R$ 263 mil ao ecossistema Mercado Livre e Mercado Pago. Entre os alvos da ação, está um casal de pastores. Os policiais chegaram a fazer buscas em uma igreja. Quatro pessoas foram presas até o momento, incluindo um pastor.

A operação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Crimes Cibernéticos (3ª Dicciber), vinculada à Divisão de Crimes Cibernéticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Ao todo, a Justiça autorizou oito prisões temporárias e 15 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital paulista, em Guarulhos e em São Caetano do Sul.

Fraude
Segundo a investigação, o grupo explorava mecanismo conhecido no mercado financeiro como “chargeback”, procedimento utilizado para contestar compras realizadas com cartão de crédito.

A fraude começava com a geração de links de pagamento por integrantes da organização. Esses links eram enviados para comparsas, geralmente pessoas próximas ao grupo, que realizavam os pagamentos.

Após a compensação, os valores eram rapidamente pulverizados para contas de terceiros, dificultando o rastreamento do dinheiro.

Na etapa seguinte, os próprios compradores contestavam a transação na operadora do cartão de crédito, alegando irregularidade na cobrança. Com isso, recebiam o estorno dos valores. Como o dinheiro já havia sido retirado do sistema e transferido para outras contas, a plataforma ficava com o prejuízo financeiro.

De acordo com a investigação, somente em dezembro de 2024 foram identificadas 27 operações fraudulentas – que causaram prejuízo confirmado de R$ 263.512,82. Os investigadores acreditam, porém, que a movimentação real do grupo pode ser significativamente maior.

Os investigados poderão responder por associação criminosa, estelionato eletrônico e outros delitos que eventualmente forem identificados ao longo das apurações.

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