Artigos Sábado, 04 de Junho de 2011, 13:09 - A | A

Sábado, 04 de Junho de 2011, 13h:09 - A | A

Só queria entender

O descobridor do Brasil foi obrigado pelo povo e parte das zelites a um sacrifício de mais 4 anos. O seu ex-ministro elegeu-se deputado federal pelas zelites econômicas de São Paulo; mas o homem que descobriu o Brasil não quis o seu ex-ministro por perto

GABRIEL NOVIS NEVES

 

divulgação

 

Não preciso de explicações, só queria entender certos fatos políticos. Após descobrir o Brasil, Ele governou este país por dois mandatos de apenas quatro anos. No início do seu primeiro mandato de governança, Ele trouxe do interior de São Paulo, um médico sanitarista para cuidar do dinheiro do Brasil.

O doutor morava em uma casa no Lago em Brasília, que era muito frequentada. Certa ocasião diante de tamanho movimento, perguntaram ao humilde caseiro do Piauí, se ele conhecia seus frequentadores.

Disse que a maioria era gente de uma cidade do interior de São Paulo, e revelou alguns nomes. Foi o suficiente para essa conversinha ganhar as páginas dos principais jornais do Brasil, e o caseiro sofreu uma represália sem precedentes, por um crime que não cometeu: a mentira.

O poderoso e raivoso ministro, sentindo que estava perdido nos seus negócios paralelos, tentou desqualificar o pequeno e honesto trabalhador, imaginando que as informações prestadas, foi em troca de dinheiro, que nunca faltou em abundância naquela casa do Lago.

A conta bancária do trabalhador foi estuprada, e nada foi encontrada de depósitos estranhos. O ministro mentiu, e o núcleo duro do poder presidido pelo descobridor do Brasil, condenou o aloprado. Foi nessa ocasião que foi inventado o - “Eu não sei de nada.”

O ministro num ato espontâneo, de sua livre vontade solicitou dispensa das suas funções no governo.

O descobridor do Brasil foi obrigado pelo povo e parte das zelites a um sacrifício de mais quatro anos no governo. O seu ex-ministro elegeu-se deputado federal pelas zelites econômicas de São Paulo; mas o homem que descobriu o Brasil não quis o seu ex-ministro por perto, com receio de se contaminar.

Para matar a ociosidade que é a semana de um deputado federal, o médico bom de matemática, montou uma firma de consultoria financeira.

Nos três primeiros anos foi muito difícil ganhar dinheiro. Existia muita competição em consultoria, destacando a do ex-capitão do primeiro governo do Brasil.

A persistência é a alma do sucesso. Após um ano praticamente afastado da firma, reassumiu após as eleições do sucessor do descobridor, quando estava arrumando os papéis para fechar a consultoria para ser o capitão do novo time da administração do Brasil. Nesse pequeno período, aumentou tanto o seu patrimônio, que os seus companheiros de time começaram a gritar.

O presidente que demitiu o seu ministro da Fazenda, desta vez foi à Brasília para defendê-lo de mais esse rolo.

A situação do sanitarista não é confortável, e a presidente começou a sentir o calor da fogueira. Eu não queria explicação porque agora ele não é demitido?

Eu só queria entender.

(*) GABRIEL NOVIS NEVES é médico, professor universitário e colaborador de Hipernoticias. E-mail: borbon@terra.com.br

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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