Artigos Sexta-feira, 17 de Junho de 2022, 10:27 - A | A

Sexta-feira, 17 de Junho de 2022, 10h:27 - A | A

LICIO MALHEIROS

Não à PEC-51/2013

LICIO ANTONIO MALHEIROS

Divulgação

Lício Malheiros

 

Este tema, foi ensejado a partir de uma conversa informal com o atuante deputado estadual, Elizeu Nascimento (PL).

Bolsonarista convicto, oriundo da nossa gloriosa Polícia Militar, municipalista, um emergente que acaba incomodando os grandes barões da política local, os grandes latifundiários que trazem consigo espólios familiares, muito dinheiro e por aí vai.

Enquanto isso, Elizeu Nascimento traz consigo, os bairros centrais e periféricos da capital, além de desempenhar trabalho quase que constante in loco pelos municípios mais longínquos do Estado; fazendo valer o papel de parlamentar, o mesmo, é veementemente contrário à PEC-51.

Quando pensamos em segurança pública, vem às nossas mentes, a nossa gloriosa Polícia Militar (PM), que presta trabalho hercúleo a população diuturnamente; colocando em risco suas vidas, para manter a ordem e a paz social.

Infelizmente em nosso país existe uma corrente da esquerda reacionária, que vem tentando de todas as formas, levar avante à proposta de desmilitarização das policias militares (PM).

Surgida em 2013, com a proposta absurda do ex-senador Lindbergh Farias (PT-RJ), na qual o mesmo apresentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 51, em que propunha a desmilitarização policial, felizmente, a proposta perdeu força e foi arquivada.

Em 2015, o Partido dos Trabalhadores (PT) publicou um caderno de teses intitulado “Um partido para tempos de guerra”, no qual cita a desmilitarização das polícias militares (PM) como pauta prioritária a ser buscada pela sigla.

Existe uma vontade latente por parte dos partidos de esquerda, em levar adiante a ideia estapafúrdia da desmilitarização da Polícia Militar (PM).

Tanto é verdade, que durante a campanha presidencial de 2018 dois candidatos – Guilherme Boulos (PSOL) e Vera Lúcia (PSTU), citaram a desmilitarização policial em seus planos de governo como proposta para a Segurança Pública.

Após a morte de George Floyd e as consequentes manifestações nos Estados Unidos devido aos excessos por parte de forças policiais, o assunto voltou a ganhar força no Brasil.

Essa proposta absurda, esdrúxula, vergonhosa e imoral voltou a ser propagada; esse projeto seria o mesmo que, colocarmos lobos famintos para cuidar de ovelhas, isto, não é uma ilação e sim uma dura constatação, pois os dados relativos à segurança não mentem.

Os dados de segurança pública no Brasil são alarmantes. Os números de assassinatos anuais superam os registros de guerras como a 2ª Guerra Mundial. O brasileiro médio vive constantemente com medo e receio.

Infelizmente, temos que conviver com uma triste realidade, das 50 cidades mais perigosas do mundo, 10 delas estão no Brasil.

Esta, triste estatística observa o índice de homicídios; é possível perceber quais municípios mais registraram esse tipo de crime, estes dados compilados são de 2019.

Vamos às cidades mais perigosas do Brasil dados de 2019: Salvador - 1251 homicídios, Manaus - 1076, Fortaleza – 751, Rio de Janeiro - 746, Belém - 622, Recife - 523, Brasília - 480, São Paulo - 454, Goiânia - 436, Belo Horizonte – 373. Até a Venezuela perde para o Brasil neste ranking.

(*) LICIO ANTONIO MALHEIROS é professor e geógrafo.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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