Sexta-Feira, 26 de Janeiro de 2018, 14h:10

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Mato Grosso acelera e leva colheita de soja a 3,8% no Brasil

Por: DA EDITORIA

O tempo firme dos últimos dias e a expectativa de muita chuva na virada de janeiro para fevereiro fizeram os produtores de Mato Grosso acelerarem as colheitadeiras nesta semana. Levantamento da AgRural mostra que a colheita chegou, na quinta-feira (25), a 13,5% da área no Estado, ante 2,8% uma semana antes. Com isso, o total colhido superou os 12,4% de um ano atrás - quando a colheita foi antecipada pelo plantio rápido, mas enfrentou dificuldades devido a chuvas registradas em alguns momentos de janeiro.

 

No resto do Brasil, a colheita chegou a 10% em Rondônia, que tinha 0,5% na semana passada. Além disso, outros três estados estrearam na tabela: São Paulo, com 0,8%; Mato Grosso do Sul, com 0,2%; e Pará, com 1%. Esses resultados, aliados ao número de Mato Grosso, levaram a colheita no Brasil a 3,8% da área, contra 0,8% na semana passada, 4,3% há um ano e 2,9% na média de cinco anos.

 

No Paraná, as colheitadeiras seguem paradas, à espera das primeiras áreas prontas. Neste ano, o início da colheita paranaense está atrasado devido ao plantio mais tardio e ao alongamento do ciclo de parte das lavouras. Mas a expectativa é de grande safra.

 

Embora possam atrapalhar a colheita, as chuvas previstas para os próximos dias são favoráveis às lavouras mais tardias do Centro-Oeste - algumas delas com pouca umidade há duas semanas. Mas é preciso ficar atento ao Rio Grande do Sul e ao Matopiba, que ainda precisam de chuva em fevereiro para consolidar a safra, mas que têm pouca chuva prevista para os próximos 15 dias.

 

Milho 2ª safra

 

Com a colheita da soja acelerada em Mato Grosso, o plantio da segunda safra de milho também ganhou ritmo nesta semana. Até quinta-feira (25), 9,4% da área estava semeada no estado, ante 1,8% há uma semana, 11,1% no ano passado e 6,7% na média de cinco anos. Esses números, aliados ao plantio ainda muito pontual no Paraná, levou a área semeada no Centro-Sul do Brasil a 3,5%, contra 0,8% na semana passada, 5,6% há um ano e 4,2% na média de cinco anos.

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